Após uma enorme batalha travada entre Treze e CBF, a Paraíba terá mais um representante no futebol nacional, dessa vez, na série C. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) teve que incluir o Treze na série C do Campeonato Brasileiro.
A decisão foi após a justiça paraibana obrigar a imediata inclusão do clube na série C e ameaçar multar em R$ 100 mil a CBF, o STJD e o Rio Branco e ainda R$ 5 mil por cada dia que não cumprisse a decisão.
Nesta sexta-feira (29), a CBF acatou o pedido e inclui o Treze e o Rio Branco (AC). No Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) foram retirados de pauta os julgamentos do Treze-PB e do Brasil-RS por falta de documentação.
Na quinta-feira (28), o juiz substituto Falkandre de Sousa Queiroz, da 1ª Vara Cível de Campina Grande, deferiu mais um pedido de liminar interposto pelo Treze contra a CBF, o STJD e o Rio Branco.
Falkandre de Sousa Queiroz ainda elevou a multa a ser cobrada em caso de descumprimento. A CBF, o STJD e o Rio Branco serão obrigados a pagar R$ 100 mil diários sem teto máximo em caso de início da competição sem a participação do Treze; e de R$ 5 mil diários para cada dia de atraso no descumprimento da decisão.
A estreia do Treze será no dia 04 de julho contra o Salgueiro, no estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro no Sertão pernambucano.
Entenda a luta trezeana
O Treze com 85 anos, detentora de uma das maiores torcidas da Paraíba e 15 títulos conquistados no Estado. Lutava há meses por uma vaga na série C.
Foram nove vitórias em favor do clube e nenhuma da CBF, que tentava cassar a liminar que garantia o ingresso do clube na série C.
Clique aqui e confira a Tabela da série C
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A CBF lutava para derrubar uma liminar da Justiça da Paraíba, que já havia autorizado o ingresso do clube na série C. Foram feitas algumas reuniões frustradas com os quatro clubes, que assim como o Treze, queriam o ingresso no Brasileirão - Rio Branco (AC), Araguaiana (TO), Brasil de Pelotas (RS) e Santo André (SP).
Todos retiram as ações na Justiça temendo retaliação, mas o Treze foi o único que permaneceu com a ação, mesmo sendo ameaçado pelo presidente da CBF, José Marin de ser excluído co calendário do órgão por dois anos.
